O Amor e a Trindade

“Achegou-se dele um dos escribas que os ouvira discutir e, vendo que lhes respondera bem, indagou dele: “Qual é o primeiro de todos os mandamentos?”. Jesus respondeu-lhe: “O primeiro de todos os mandamentos é este: Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor; amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito e de todas as tuas forças. Eis aqui o segundo: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Outro mandamento maior do que estes não existe”.” 
São Marcos, 12 -28-31


“Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo com ao si mesmo.”

Lembro de ter decorado assim o primeiro mandamento. Nunca esqueci. Hoje me ocorreu ver nessa fórmula a figuração humana da Trindade e, portanto, da Eternidade.

Pois, quem primeiro amou a outro como a si mesmo foi o Pai ao engendrar o Filho.

O amor que devo ao próximo é igual ao amor que tenho por mim o que o torna igual a mim: vejo-me no próximo, como o Pai se vê no Filho. Em meu amor ao próximo, eu sou o Pai e o próximo é o Filho.

Une-nos esse Amor engendrado por nós, e a ele equivale o Espírito Santo, que é Deus Uno e Trino.

Nessa Trindade que encarna a perfeição possível ao Homem,  Deus é Ele próprio na pessoa do Espírito Santo, o Esposo de Maria e o pai carnal, se assim se pode dizer, de Jesus.

Adão pecou porque escolheu o caminho mais árduo do Poder ao invés do jugo leve do Amor.