O mundo como idéia

“Qualquer que seja o apelido que a ‘dama ideia’ tenha, poderá ser vermelha, preta ou azul… onde não estiver o cristianismo tudo pode ser reduzido a ela. O cristianismo é este chamado à relação responsável homem a homem, do homem-Deus rumo ao homem, do Filho de Maria, que um dia nasceu e morava numa rua tal e que portanto não posso reduzir a uma ideia. Onde não houver esta relação fundamental com o fato humano fundamental, o Filho que saiu do ventre de Maria, a ‘dama ideia’ volta a dar o show dela. Veja esta Universidade Católica, para transformá-la naquilo que fizeram, precisou primeiro esvaziar o cristianismo de seu conteúdo, reduzindo-o a uma ótima ideia (vamos lutar para os pobres, vamos resolver as coisas etc…), assim a universidade se torna uma instituição. Para isso é preciso que desapareça tudo o que cheire a humanidade pura, eliminar Maria e os santos, desta forma Deus, o Deus Trinitário, fica lá no céu. Para que a ‘dama ideia’ possa dar as cartas é necessário esvaziar o cristianismo de conteúdo e deixá-lo no reino do conhecimento. O cristianismo seria a milésima ideia que a Humanidade não pôs em prática. Não se trata mais dessa ‘inexorável positividade do real’ que se me impõe e que impõe o outro. Assim é possível substituir a presença inevitável e opaca do outro com um receituário”.
Bruno Tolentino